Cafeína afeta sensação de exaustão e rendimento

O atleta Weldon Johnson experimentou cafeína para melhorar o desempenho em 1998. Antes de uma prova, ele bebeu uma xícara de café. Pela primeira vez, marcou tempo inferior a 30 minutos em uma prova de 10 mil metros. A cafeína, ao que parece, funciona. E seu uso é legal. Trata-se de uma das poucas substâncias de melhora de desempenho que não é proibida pela Agência Mundial Antidoping.

Os fisiologistas especializados em exercícios estudaram os efeitos da cafeína em praticamente todas as suas variantes. Será que ela ajuda os corredores de velocidade? Os maratonistas? Ciclistas? Remadores? Nadadores? Atletas cujos esportes exigem esforço intermitente, como os tenistas? A resposta é sim, em todos os casos. As questões novas são a maneira como a cafeína age e qual a dosagem mínima necessária.

Pesquisadores como Mark Tarnopolsky, da Universidade McMaster, no Canadá, reportam que a cafeína aumenta o poder dos músculos ao liberar o cálcio armazenado neles. O efeito pode permitir que atletas se mantenham em ação por mais tempo ou que atinjam velocidades mais altas. A cafeína também afeta a sensação de exaustão no cérebro - essa pode ser uma das maneiras pelas quais ela reforça a resistência.

A melhora de desempenho em laboratório pode ser de até 25%, de acordo com o pesquisador. Nas ruas, é provável que ela seja de, em média, 5%, o que ainda é significativo para quem quer vencer uma corrida.

Por anos, os pesquisadores acreditaram que os usuários precisassem de 5 mg a 6 mg de cafeína por quilo de peso. Um homem de 80 quilos, por exemplo, precisaria de 400 mg (600 ml de café) para obter o efeito. Agora, Louise Burke, diretora do departamento de nutrição esportiva do Instituto Australiano do Esporte, concluiu que os atletas podem obter os efeitos com 1 mg de cafeína por quilo de peso. No lugar de 600 ml, um homem precisaria de apenas 120 ml de café.

Segundo Tarnopolsky, a cafeína provoca outros dois efeitos: faz com que o usuário urine mais e eleva o ritmo cardíaco e a pressão arterial em pessoas que não a utilizam regularmente. "Mas o efeito potencialmente negativo desaparece depois de três ou quatro dias," afirma o pesquisador.

As informações são de Gina Kolata, do New York Times, com tradução de Paulo Migliacci, da Folha de São Paulo.
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